segunda-feira, 19 de abril de 2010

XXV

Nosso amor é nada
Por que...
Nada vale a pena
Nada é perfeito
Nada é indestrutível
Nada sobrevive a morte
Nada supera tudo
Por Nada deve-se fazer sacrifícios
Nada é eterno
Nada é simples
Nada é verdadeiro
Nada é tão valioso
Nada é tão puro
e ao mesmo tempo pecador
Nada é tão seguro
e inconstante
Nada é tão belo
e tão poderoso
Nada é tão glorioso
e Nada é o que sinto por você.

quarta-feira, 3 de março de 2010

XXIV

Fechado no meu mundo
me desligo do que há ao redor
nada disso me interessa
fico aqui com meus pensamentos
e na cabeça só me vem você
não faça mais aprte de mim
é como se eu suplicasse por socorro
Mas meus gritos são calados pela vasta escuridão
desapareça de minha vida
desabite esse peito, que antes amava
e hoje amarga sua presença
vá para longe, onde eu não possa te encontrar
mesmo que eu te procure,
vá embora e apague a luz
porque era ela que alimentava a minha esperança
por sua volta
não volte mais
deixe tentar viver, mesmo que você não faça parte
eu tenho que esquecer...

XXIII

Cave sua cova com as próprias mãos,
sinta a quentura da terra em sua gélida pele,
pise no sangue que escorre de sua ferida,
ouça as lentas badaladas em seu peito
e diga-me como se sente?
Do que se lembra? e o que não quer lembrar?
mostre que o sopro de vida foi em vão,
que não há vida se o corpo nãoq uer viver
para a morte só resta o lamento
e para mim apenas esquecer
esquecer o que passou e apagar o que vier
deixe que a raiva tome conta
as lágrimas trasformadas em cubos de gelo
a esperança em pó.
as ultimas palavras soaram secas
é o que se pode esperar
de uma alma sem luze sem essência
ambas deixadaz pelo árduo caminho
no qual deveria ter deixado as lembranças.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

XXII

Sempre me engano
com as coisas mais simples e tolas
construo minha vida
em alicerces de sonhos
com paredes de esperança
que aqui em meu peito
apertado e dolorido pela dor
anda escassa
minha paixão recolhida
entregue em mãos erradas.
Destrua, despedace esse coração
que para ti nunca serviu para nada.

XXI

Como eu queria
que de mim fizesse parte,
fazer de minha vida vazia
pura arte.
Como seria
se de mim ficasse junto
eu me alegraria
sorriria muito.
As palavras não vêm
não tenho inspiração,
hoje estou sem
onde está meu coração?

Mar de lágrimas

Olhos sem brilho
lábios secos
corpo sem vida
em um mar negro.
É assim que me sinto
toda vez que se despede,
que vai embora...
Promessas e promessas
quem dera se as cumprisse
mas eu espero,
esperar é meu dom
e minha solidão sem som
desagua em um mar de lágrimas.

sábado, 5 de setembro de 2009

XX

Queria ser
quem você deseja ter
queria em seu sonhos
reaparecer...só isso é o que eu quero
a indiferença é dolorida,
no peito abre ferida
mas eu supero
e assim vou ficando
solitária, sozinha em minha solidão
quantas vezes, eu esperei
por um telefonema
e com minha paixão acabarei
logo nasce outro poema.